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A Experiência de Integração SocioProfissional da QE no SuperCor da Beloura

 eisp beloura

Desde 2018 que o El Corte Inglés integra a lista de parceiros da Associação QE no âmbito das Experiências de Integração SocioProfissionais (EISP), através do acolhimento semanal de duas clientes da QE no Supercor da Beloura. 

Com prazer partilhamos o importante testemunho, desta entidade detentora do Selo de Entidade Empregadora Inclusiva, relativamente à EISP que acolhe de forma tão inclusiva. 

O nosso agradecimento ao El Corte Inglés que de forma recetiva e disponível acolhe os clientes da QE e partilha da nossa visão: possibilitar que todos, independentemente dos seus desafios e dificuldades, tenham um projeto de vida individualizado, integrado na comunidade.

 

Inclusão - a nossa experiência

Foi em 2017 que O El Corte Inglés recebeu o Selo de Entidade Empregadora Inclusiva. Esta distinção acontece porque desde o início partimos do pressuposto que a vida em sociedade implica, cada vez mais, a nossa ação enquanto empresa, principalmente em relação aos mais carenciados e aos mais excluídos, ou seja, aqueles que estão em situação de desvantagem. 

Assim, hoje em dia, a valorização dos colaboradores com deficiência, o envolvimento em parcerias e projetos da comunidade, o acompanhamento de trabalhadores incapacitados, a adoção do conceito de serviço inclusivo e a participação em projetos que visam promover a adoção de práticas inclusivas são, para nós, uma realidade absolutamente normal e presente no nosso quotidiano. 

Temos presente que ter um trabalho é primordial na vida de qualquer ser humano, vai além da manutenção financeira, está relacionado com a realização pessoal, com o sentir-se útil e encontrar sentido para os seus dias.

No El Corte Inglés a integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é sempre apoiada por ações integradas com as instituições parceiras e, nesse sentido, colocamos a nossa experiência em recursos humanos e o conhecimento que temos do mercado de trabalho ao serviço dessas instituições com as quais trabalhamos.

É, no entanto, essencial por parte dos recursos humanos da empresa, organizar juntamente com as instituições, ações de sensibilização para os departamentos que acolhem pessoas com deficiência. Estas ações visam preparar as equipas que vão estar em contacto com realidades diferentes da sua, pois no relacionamento com determinadas patologias, existem particularidades das quais é preciso ter consciência e estar preparado para lidar com elas no dia-a-dia de trabalho.

Temos, neste momento, 20 instituições parceiras e, no âmbito da inclusão, temos duas linhas de intervenção: por um lado, trabalhamos com populações de difícil empregabilidade por questões sociais, de baixa escolaridade ou desemprego prolongado. Por outro lado, trabalhamos a integração de pessoas deficientes através de diferentes modalidades; além de contratarmos diretamente, também as integramos em estágio ou CAO (Centro de Atividades Ocupacionais).

É o caso da Ana Raquel e da Ana Cláudia; clientes da Associação QE Quinta Essência) que estão desde abril 2018 no nosso Supercor da Beloura em contexto de CAO. Têm a colaboradora Tânia Matos como sua tutora, vamos saber a sua opinião:

Tânia, esta experiência mudou alguma coisa na dinâmica da sua equipa?
Apesar de haver muita discriminação neste âmbito, a realidade é que eu não senti grandes mudanças na dinâmica da equipa. Acho que todo este processo de integração foi facilitado pois quer a Ana Raquel, quer a Ana Cláudia gostam muito de trabalhar no supermercado e estão muitíssimo motivadas. São duas jovens que entendem tudo o que lhes é transmitido e esforçam-se constantemente por corresponder ao que lhes é solicitado.

Considera importantes estas ações? Porquê?
Sim, são úteis para eles, para nós e para os clientes. Tive uma situação com um cliente habitual (que eu sei que tem uma filha com trissomia) que fez questão de abordar diretamente uma delas pedindo-lhe uma informação (sobre arroz), piscou-me o olho, e lá fomos os três à secção ajudar o cliente com o produto.

Hoje em dia, os nossos clientes já não estranham a presença delas na loja, nem de outros colegas de outras instituições, interagem com elas e elas próprias já estão mais à-vontade e confiantes no seu trabalho. Já questionam mais sobre o serviço e têm mais autonomia em algumas tarefas. A relação com os outros colegas também tem vindo a desenvolver-se, pois a tutora pode nem sempre estar presente e, por isso, toda a equipa está preparada para os apoiar.

Numa frase como descreveria esta experiência?
Está a ser uma experiência única e motivadora. Fez-me crescer como pessoa e estar mais atenta ao que se passa á minha volta. Somos diferentes, mas ao mesmo tempo somos iguais.

Em jeito de balanço e de acordo com a nossa prática, podemos dizer que a inclusão faz-se com sucesso se conseguirmos trabalhar três pilares complementares: cultura de inclusão na empresa, o envolvimento de forma permanente e continuada das Instituições parceiras e a implementação de um bom programa de tutorias/acompanhamento.