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Como Fazemos

Porquê a partir dos 16 anos?

Para muitos alunos do ensino regular e do ensino especial, a escolaridade obrigatória continua a coincidir com os 15 anos de idade, pese embora a entrada em vigor do Decreto-Lei nº 85 de 2009. Os serviços pedagógicos disponibilizados pela Associação QE permitem que as famílias escolham para os seus educandos o tipo de atividades pedagógicas, escolares, terapêuticas, lúdicas e ocupacionais mais adequadas às suas necessidades. A equipa pedagógica é constituída por um conjunto de técnicos com formação superior multidisciplinar, e por profissionais com formação média, preparados para as exigências do trabalho pedagógico adaptado a esta faixa etária (alunos maiores que 16 anos).

Por outro lado, a idade dos 15/16 anos, coincide com a finalização do 3º ciclo do Ensino Básico (9º ano de escolaridade), alargando a possibilidade da opção pela continuidade da escolaridade (Ensino Secundário) e da formação pela via técnico-profissional, contemplando cursos orientados para a vida ativa e para a rápida inserção no mercado laboral. Neste sentido, a Associação QE tem ao dispor dos seus alunos um conjunto de formações profissionais que visam precisamente a formação socioprofissional, promovendo a capacitação de competências técnicas, humanas e sociais que são exigidas para uma integração plena no mercado de trabalho.

As bases do projeto da Associação Qe, uma Nova Linguagem para a Incapacidade assentam em três vetores fundamentais:

  • A pessoa com atraso de desenvolvimento intelectual é vista como um ser humano único, detentor dos seus próprios potenciais, desejos e aspirações que deverão ser identificados e realizados;
  • Os educadores constituem-se como veículos de apoio à prossecução do seu desenvolvimento;
  • Os modelos de avaliação, ensino e aprendizagem pautam-se pela eficiência e objetividade, englobando as componentes cognitiva, afetiva e emocional.

 

Avaliação de Competências

como fazemosProcesso de avaliação sistemática consistindo na determinação do perfil individual de cada candidato, de forma a indicar qual a tipologia de respostas mais adequadas ao seu desenvolvimento.

O perfil individual indica as necessidades educativas da pessoa, a sua capacidade de realização e as suas dificuldades atuais.

Caso a Associação Qe não possua a tipologia de respostas mais adequadas às necessidades do candidato, presta um aconselhamento técnico no reencaminhamento para a solução que melhor se enquadre no seu perfil.

 

Integração dos alunos

O PIT (Plano de Integração Transitório)

É com base nos elementos apurados no relatório de avaliação, apresentado e discutido com a família do candidato, que é tomada a decisão de integração na Associação QE. Todos os alunos integrados no serviço Activ têm assim definido, no âmbito do seu processo de desenvolvimento, um ponto de entrada que permite aclarar o trabalho pedagógico a realizar. As propostas de intervenção, de índole psicoeducativa, são gizadas com base no perfil de entrada dos alunos, fazendo parte de um processo de integração que é estabelecido no Plano de Integração Transitório (PIT). Este plano tem efeitos imediatos a seguir à fase da Avaliação de Competências, e assenta em dois objetivos fundamentais:

  1. a integração plena do aluno na QE;
  2. a reavaliação meticulosa do perfil de competências do aluno, definido durante a Avaliação de Competências.

O PIT tem a duração de três meses, e durante este período de integração são propostas um conjunto de atividades pedagógicas e terapêuticas adequadas ao perfil de competências dos alunos, constituindo-se assim o seu cronograma/horário individualizado. No final do período consagrado à implementação do PIT, um novo relatório de avaliação de competências é realizado, tendo como finalidade uma reflexão sobre o processo global de integração do aluno, bem como o delinear do seu Programa de Desenvolvimento Individualizado (PDI).

 

O PDI (Programa de Desenvolvimento Individual)

O PDI define e planeia todo o trabalho pedagógico a desenvolver com o aluno ao longo de um ano. As famílias são parte integrante deste programa, tanto na fase de delineamento dos objetivos pedagógicos a desenvolver, como a cada momento da sua implementação, sendo chamadas a participar continuamente. Pretende-se inicialmente traçar objetivos de desenvolvimento a atingir com cada aluno para o período de 6 meses. Estes objetivos, de natureza diversa consoante as necessidades individuais, são operacionalizados de forma a garantir a sua monitorização e avaliação. No final de cada semestre, um relatório de avaliação técnico especializado sobre cada um dos objetivos traçados é apresentado às famílias para discussão e adequação do projeto individual dos alunos.

O momento do delineamento do PDI coincide com a seleção criteriosa de um currículo de desenvolvimento para o aluno. O serviço Activ tem atualmente 4 currículos de desenvolvimento ao dispor dos seus alunos:

  1. Currículo de Autonomia Pessoal;
  2. Currículo de Autonomia Social;
  3. Currículo de Autonomia Pré-profissional;
  4. Currículo de Autonomia Profissional.

Tendo em consideração as necessidades individuais de cada aluno, os currículos e seus objetivos são adaptados em função das propostas de intervenção apresentadas no PDI, podendo um aluno estar inscrito em mais do que um currículo em simultâneo. A pedra de toque comum a todos os currículos é o desenvolvimento da Autonomia dos alunos, rumo a uma socialização que pretende reabilitar os alunos, promovendo a aquisição de competências que permitam o seu desenvolvimento, bem-estar e sentimento de realização pessoal.

 

Regime Residencial

O novo aluno pode participar no seu Programa de Desenvolvimento Individual em regime não residencial, ou em alternativa, usufruindo de uma residência, de caráter permanente, na qual dispõe de todo um apoio programático, no sentido de adquirir competências para a melhoria da sua qualidade de vida.